segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

VÍRUS - Início do Caos...

Sinopse: No ano de 2015 o governo brasileiro Introduziu mosquitos geneticamente modificados criado com a finalidade de combater o mosquito transmissor do vírus que ameaçava a sobrevivência do país, no entanto algo deu errado e o que a população presenciou foi uma terrível onda de morte, destruição e seres humanos dotados de agressividade, desencadeado por organismos geneticamente modificados.


Agora restam pequenos grupos de pessoas que resistiram a contaminação e passaram a lutar por suas necessidades básicas, expondo seus impulsos primários, tendo como desafio o isolamento do resto do mundo,  os seres desalmados e as milícias estabilizadas.








[Belém – PA, 13:15; dia 20 de Agosto de 2016]



 É sábado, penúltimo dia dos Jogos Olímpicos que acontecem no Rio de Janeiro, porém o caos se instaura em todo país, de repente parece que a cidade ficou pequena e falta espaço para transitar até para quem está a andar pelas calçadas. A avenida Pedro Alvares Cabral as proximidades da Drº Freitas encontra-se intrafegável, nada se move, o que se ouve são buzinas contínuas e a euforia de motoristas e passageiros que deixam a situação cada vez pior. Quanto a Alex um passageiro discreto e ligado a tudo, mas que neste dia o nível alto de tensão o distrai. É perceptível o quanto está irritado por causa da tal condição, ele observa pela janela do ônibus parado no congestionamento, um homem com aspecto de um bêbado que ataca sem motivo aparente e de forma violenta uma jovem na calçada, que tentara atravessar a avenida, o homem avança e morde a mulher no pescoço, pessoas que presenciam o ato se aproximam e agridem o indivíduo na tentativa de defender a jovem dos ataques mas ele ignora os golpes e se mantem seguro a vítima, até que é surpreendido com um golpe na cabeça que o desiquilibra, mas essa atitude chega tarde, o ferimento profundo faz a mulher perder muito sangue e ela morre sem chances de receber o socorro apropriado. O homem mantem-se agressivo mesmo ferido e mobilizado por populares, enquanto aguardam a chegada da polícia para investigar o caso.

Alex fica perturbado com o que acaba de testemunhar, não que o fato fosse a primeira atrocidade visto em sua cidade, mas parece que nos últimos dias tornou-se mais violenta, não conseguindo entender o que poderia ter acontecido, decide ignorar o ataque de fúria daquele homem que para ele, parecia ser mais um louco, já que o homem não estava ali para roubar a vítima. Alex logo se recompõe pois tem outras prioridades, está atrasado para um encontro que não poderá dar errado, para ele é de extrema importância ter êxito nesse dia ou se daria muito mal. Falando nisso o telefone toca, é exatamente o que temia, sabia que todo aquele alvoroço teria atrasado seu compromisso.




- Oi Nani





- Oi Alex, espero que tenha uma desculpa decente dessa vez. O que aconteceu?

Está atrasado 50 minutos…


- Me desculpe, não sei quanto ao local onde você se encontra mas está tudo uma loucura, sai bem cedo de casa, como combinado mas nada flui por aqui, há um alvoroço total e confesso que esta situação me deixou assustado, além da loucura do transito vi um homem transtornado que atacou uma mulher na calçada sem motivos, o cara parecia louco chegou a feri-la e talvez tenha assassinado a vítima.




- Não aceito mais desculpas Alex, e o que te faz pensar que esse homem atacou a mulher sem motivos?
Você não o conhece, não pode julga-lo, além disso o assunto que nos interessa é sobre nossa vida, quero que lembre quantas comemorações você deixou de realizar comigo e nem quero começar a falar sobre minha formatura, essa você ainda está devendo, não pude esquecer.


- Tudo bem, acredito que não haverá mais desencontros na comemoração de seu novo emprego, aguarde meu contato, logo estarei junto a  você.
 
Enquanto Nani fala o que acredita ser necessário a Alex, observa que a condição de onde está, pode ser pior que o simples fato de ter ocorrido um atraso em seu encontro.



- Espere Alex, onde estou acontece algo similar, ouço sirenes, e vejo vários carros de polícia e uma ambulância, o trânsito encontra-se bastante confuso em frente ao shopping.




Nani ouve alguns disparos e tenta entender o que acontece mas uma multidão invade o local e deixa Nani sem visibilidade para entender totalmente o que estaria acontecendo.
 
- Ai que drogas o comentário é que a polícia acaba de assassinar a tiros um casal que atacava uma família, parece que seria uma tentativa de assalto mas as informações chegam imprecisas, melhor esperar você na parte de dentro, até logo…






[Aeroporto Val-de-Cans]




Bem-vindo ao aeroporto internacional de Belém – PA,



Desembarque de passageiros chegando de Brasília.



Maíra e Lana desembarcam sem perceberem a confusão e se direcionam ao portão de desembarque a procura de seus familiares que deveriam esperar no ponto de encontro combinado dias antes, Maíra logo recorre ao telefone na tentativa de realizar esse encontro, pois estão cansadas, mas para infelicidade não consegue estabelecer contato com nem um conhecido.



- Não é possível, além de estarem atrasados os telefones estão desligado, fora de área ou sei lá o que mais, não dá pra acreditar.


Contudo já se passaram uma hora e nem uma ligação recebeu de sua filha ou netos, que deveriam levá-la para casa depois de uma exaustiva viagem com escalas, Florianópolis > Brasília > Belém.


Cansadas da viagem e de não conseguirem comunicação com conhecidos ou parentes que pudessem ajudar, resolvem pegar um táxi e ir até a casa da avó de Lana situada as proximidades do aeroporto.


[Avenida Pedro Alvares Cabral]
 
Uma hora depois do último contato com Nani.




O ônibus mal avançou alguns metros, enquanto Alex se distrai ao som de uma música bem barulhenta a fim de se desligar do estranho tumulto, olha para fora e percebe a extensão de automóveis que sofreram engavetamento no outro lado da avenida, a imagem é tenebrosa, ninguém consegue sair do lugar ou mudar para uma rota alternativa, em uma medida desesperadora o motorista faz uma volta dificultosa e bate um pequeno carro sem conseguir sair no sentido contrário da avenida como pretendia, na tentativa de cumprir seu horário de trabalho e encontrar uma saída para o caos o qual se encontravam mas ele insiste em acelerar e no momento em que consegue ganhar velocidade, sem que alguém pudesse entender o ônibus se choca a um poste de energia.


A batida foi tão violenta que levou um passageiro ser lançado no para-brisa, causando sua morte de imediato e causando muitos ferimentos em outros passageiros, apesar da distração, Alex estava seguro no apoio do assento a sua frente e mesmo sofrendo um leve corte no rosto e de estar muito assustado, saiu-se muito bem do acidente. Logo se direcionou a porta de saída, era a chance de tentar uma outra condução, desce o mais rápido que pode daquele ônibus, olhando dentro de cada carro parado e para as pessoas na rua e a situação não é diferente do que presenciou naquele ônibus, corpos pelo chão, mortes e pessoas desesperadas por toda parte.





[Pratinha]




- Gabriel, mamãe está doente?




- Sim Ana, mas logo ela ficará bem, é só um vírus, é como as viroses que nos ataca nesse período do ano, mas já estão trabalhando num antídoto.



- Que bom, que ela vai ficar bem logo, mas acredito que precisaremos ir para casa do papai e nossa mãe deve ser levada a um médico a fim de iniciar um tratamento.


Thomas observa atentamente seus esperançosos irmãos conversando, mas prefere ser sincero quanto ao que pensa em relação ao acontecimento atual.


- Gabriel e Ana, acredito que deveriam se preparar para qualquer situação, assisti os noticiários e apesar de terem iniciado a produção de uma vacina ainda no mês de fevereiro, levará uns dois anos para realizarem os primeiros testes em humanos, até lá nossa mãe poderá estar morta, pois pouco se sabe sobre o vírus mas sabemos de um número excessivo de mortes causada pela infecção.
 
Mas Gabriel se irrita, e não aceita o que proferiu por seu irmão.


- Não fale besteiras Thomas, devemos ter a mesma confiança que nossa mãe nos orientou. Onde está sua fé? As vezes você fala como nosso pai.



[Sacramenta]

Pr. Carlos…
 
- Meus irmãos, oremos para o salvador, mas antes não deixem de depositar a oferta da salvação, da libertação de sua família dos laços do inimigo, depositem sua fé no salvador porque ele é justo e correto, ele é fiel, porque ele quer te salvar nesses tempos difíceis.

É verdade que o homem comum não poderá entender as mortes inexplicáveis que estão a acontecer, novas doenças, a violência que nossa cidade vive hoje. Portanto não endureça seu coração meu irmão e lembre-se que o dia do juízo final está próximo...


- ALELUIA!!!!!


- Oremos agora meus irmãos para repreender o mal,


SINTAM O PODER, OLHA O FOGO PASSANDO AÍ, DERROTANDO E DERRUBANDO O MAL. SINTAM MEUS IRMÃOS, VEJAM O MAL CAINDO POR TERRA, CAI AGORA, REPREENDIDO ESTÁ TODO O MAL”
 
- Contemplem meus irmãos, quantas pessoas oprimidas, pelo maligno.



- Vocês entendem porque tantas pessoas no chão? Porque o mal está por terra?
 
- Essas são as pessoas que o pernicioso impede que contribuam com a obra do nosso salvador.


- ALELUIAA!!!!!




- Obreiros, façam uma oração de fé pra libertar cada um desses oprimidos.



- Pr. Carlos, já tentamos mas algo está errado.



Á vista disto Pr. Carlos se enfurece retrucando...



- COMO ASSIM ALGO ERRADO? O QUE PODERIA TER ACONTECIDO?


- É SÓ UM ESPÍRITO RUIM, E ESPÍRITO MALICIOSO TIRAMOS COM ORAÇÃO E JEJUM.


- Mas pastor, não estão possessos por nenhum espírito do mal, nem estão respirando.

-ESTÃO TODOS MORTOS...


CONTINUA...



By: Alcy Santos

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